"Amy nos conta sobre sua vida e como tornou-te uma artista"
Ela nos conta que em sua casa, tinha seu próprio quarto; Moody e Hodges tinham de dividir um. Para combater sua timidez crônica, ela foi enviada para aulas de teatro. As crescentes composições dark de Lee ocultam essa timidez, no entanto, e ela tinha de encontrar um jeito de se comunicar com o público. Fallen não é fácil de se escutar - as letras góticas lutam com temas de morte e sufocamento, espítos oprimidos e a procura por redenção. Adolescentes se identificaram e responderam ao melodrama roxo de Lee do jeito que respondiam aos romances mal assombrados de Anne Rice. Quando sua mãe escutou as músicas, ela perguntou se Amy não queria ir ver um terapeuta. Lee é muito evasiva quando sua ansiedade se liberta. Nos anos 80, seus pais, John e Sara, se mudaram várias vezes pra vários estados. Enquanto ainda estavam com 20 anos, eles começaram uma família. Primeiro veio Amy, três anos depois uma irmãzinha. Amy a adorava. Em 1987, quando Amy tinha 6 anos, sua irmã contraiu uma doença não identificada e morreu com apenas 3 anos. Até hoje, Lee diz, os médicos não foram capazes de entender o que aconteceu. "Quando aquilo aconteceu, toda a minha percepção da vida mudou," diz Lee. "Parece idiota, mas foi quando me tornei uma artista. A música é uma tentativa de me curar. Coisas como essa podem te destruir, ou você pode passar por elas." Os olhos azul-cinzento de Lee ficam cheios de lágrimas. Sua voz treme. As crianças na mesa próxima para de beber suas bebidas. ela diz que não irá revelar o nome de sua irmã, pq seria muito estranho ver isso publicado. Iria entristecer sua mãe, ela diz, e - nunca se sabe - fãs poderiam tentar encontrar seu túmulo. Mas escute a música "Hello" no Fallen e vc sentirá o sofrimento. "A morte da minha irmã me mostrou o qto a vida pode ser curta, e me levou a alcançar coisas," diz Lee. "Eu tenho uma lista de umas 50 coisas que quero atingir. Não necessariamente no show business, apenas objetivos pessoais. A fragilidade da vida me faz a seguir em frente." É isso que forma o paradoxo no coração do Evanescence. Onde as letras de Lee são miseráveis e golpeadoras, ela é consideravelmente dinâmica, energética e precocemente independente para uma mulher de 22 anos. "Eu queria ser uma artista, mas mas acabei me tornando a diretora e dona do Evanescence LLC também," ela diz. "Eu posso dar conta."
segunda-feira, 21 de junho de 2010
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